3 de março de 2008

Há amores assim...


"Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim"



Sophia T.

Tempo Novo

Lisboa, 2 de Março de 2008

Mais um Domingo, mais uma página virada no livro da vida, mais uma escada subida, e esta necessidade intrínseca de comunicar, de tentar transpor mediante a utilização das palavras, aquilo que é visivelmente distante daqueles que não partilham deste meu mundo. Encontro-me no “porto de abrigo” das emoções, à espera que tudo se transforme, que a minha vida dê aquela volta de 180º graus que tanto anseio. Estamos em Março, depois do pseudo-Inverno vivido na capital, vem aí a Primavera, trazendo consigo mudanças absolutamente fantásticas, o desabrochar das flores, o chilrear dos pássaros, aquela temperatura tão agradável que caracteriza este rectângulo à beira-mar plantado…. A RENOVAÇÃO!


Sophia T.

17 de fevereiro de 2008

Where is the love?

A todos aqueles que, perseverantemente, acompanham o que vai sendo escrito neste blog, um pedido de desculpas por não ter cumprido com o slogan das publicações regulares, foi realmente publicidade enganosa. De facto, não tem sido muito fácil coadunar os vastos e delicados assuntos do partido com a actualização deste espaço.

Apesar disso, na semana em que se celebrou o dia dos namorados (ao qual permaneci alheia), não poderia deixar de dar espaço a esse sentimento tão nobre. O individualismo berrante neste novo século, o egoísmo que continua a impedir que as barreiras da hostilidade se quebrem, e o medo, aquele medo que nos é tão caro de amar, porque se considera que o amor implica sempre um retorno desse amor, na medida exacta, mas afinal onde está o amor? Eu não sou deveras a melhor pessoa para responder a esta questão, até porque temos andado tenebrosamente desacertados.

Não obstante quero deixar aqui um pequeno texto resultante das minhas leituras de verões anteriores....

“Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás. Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Espero por ti porque acredito que podes ser o homem da minha vida”

E agora? Vamos gostar do puto, ou vamos chamar-lhe Onésimo?

Sophia T.



7 de fevereiro de 2008

A outra face da globalização



A globalização enquanto fenómeno responsável pela integração dos indivíduos nas várias esferas da vida (económica, social, cultural e política), resulta do ideal de Aldeia Global cuja principal finalidade é rentabilizar os ganhos dos mercados internos. De uma forma geral, este processo consiste em homogeneizar os centros urbanos, expandir as corporações para além dos seus centros geopolíticos, revolucionar a tecnologia…

Apesar deste role de maravilhas, a outra face da globalização também deve ser alvo de análise, levantando-se assim algumas questões fundamentais: globalização para quê e para quem? Será que num mundo globalizado se atribui maior importância aos Direitos Humanos, ou não passa tudo de um cliché dos governantes? É importante reflectir cada vez mais sobre estas questões porque, de facto, em muitas regiões desta “aldeia global” não são promovidos estes direitos, por serem dissonantes da tradição, religião, ou comportamento social de cada país. Mas estes direitos não deveriam ser universais? Em muitos casos não passam de frases escritas num papel! A verdade é que todos o vêem, todos o sentem, mas ninguém é capaz de punir os culpados e de proteger quem não se sabe defender.

Ultrapassando as barreiras da exclusão social, da discriminação e da banalização dos cenários de fome e pobreza, num mundo que se diz globalizado, compete a cada um de nós fomentar a consciencialização do outro para estas situações, porque a verdade é que na “outra face”, o mundo não pára!

“Só saberemos que a Globalização está de facto a promover a inclusão a e permitir que todos partilhem as oportunidades que oferece, quando os homens, mulheres e crianças comuns das cidades e aldeias do mundo inteiro puderem melhorar a sua vida. E é essa a chave para eliminar a pobreza do mundo.”
Kofi Annan



Sophia T.


A gente vai continuar...

"Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo"


JP

2 de fevereiro de 2008

Há tantas pessoas especiais…

Ao longo da minha curta existência tive a felicidade de encontrar pessoas admiráveis, com quem pude partilhar momentos marcantes e inigualáveis, e que por isso permanecerão sempre na memória, independentemente da distância que mais tarde ou mais cedo acabará por nos separar. A despedida é aquele breve instante que tentamos incessantemente evitar, mas que quando menos esperamos acontece e nos marca por muito tempo. A necessidade de escrever sobre isto deriva do meu mais recente drama do ir ou ficar?! Esta decisão por mais racional que possa parecer, será sempre acalentada pelas emoções que me prendem aos dois lados…como eu gostava de ser omnipresente! De qualquer maneira vou procurar não afunilar demasiado a minha panóplia de soluções nestes primeiros meses e moderar esta melancolia que me invade.


Sophia T.